quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Tutorial: Image processing for scientists and engineers

Eis aqui um tutorial (em inglês apenas, sorry) muito f.d@ bacana sobre processamento de imagens. Ele é composto de 6 partes e dá uma visão geral, mas ao mesmo tempo bastante completa, da área de processamento de imagens. Eu cheguei nele procurando informações sobre Gabor filters, que é algo que não é muito explorado diretamente nos livros que eu tenho sobre o assunto. Massa!

O tutorial foi produzido por Patrick Fuller e está disponível em seu blog.

Eis as representações 3D e 2D de um kernel de Gabor. :)
(imagem original do blog de Patrick Fuller)

P.S.: Atenção especial deve ser dada pros scripts que o cara fez pra gerar representações 3D de imagens (como a exibida acima) usando Blender! Código dos scripts aqui.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Jogos Criados no SPJam 2013

Alguns colegas e eu formamos uma equipe chamada The Peasant Railgun (inspiração do nome aqui) para participar do SPJam 2013 na categoria de jogos analógicos. Este ano o tema principal sorteado foi "Plot Twist" (algo como "reviravolta no enredo") com dois subtemas opcionais: "Cabeça" e "Amarelo".

Surgiram inúmeras ideias, mas duas ficaram tão legais que não resistimos e fizemos dois jogos de tabuleiro! A seguir eu apresento a equipe e os jogos.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Rainbow Eyes - Música do dia em duas versões

(2008)

She's been gone since yesterday
(Ela se foi desde ontem)
Oh I didn't care
(Oh eu não me importei)
Never cared for yesterdays
(Nunca me preocupei com ontens)
Fancies in the air
(Fantasias no ar)

No sighs or mysteries
(Sem suspiros ou mistérios)
She lay golden in the sun
(Ela colocou o ouro no sol)
No broken harmonies
(Sem harmonias quebradas)
But I've lost my way
(Mas eu perdi meu caminho)
She had rainbow eyes
(Ela tinha olhos de arco-íris)
Rainbow eyes
(Olhos de arco-íris)
Rainbow eyes
(Olhos de arco-íris)

Love should be a simple blend
(O amor deveria ser uma mistura simples)
A whispering on the shore
(Um susurro na beira da praia)
No clever words you can't defend
(Não palavras sábias que não se pode defender)
They lead to never more
(Elas conduzem para nunca mais)

No sighs or mysteries
(Sem suspiros ou mistérios)
She lay golden in the sun
(Ela colocou o ouro no sol)
No broken harmonies
(Sem harmonias quebradas)
But I've lost my way
(Mas eu perdi meu caminho)
She had rainbow eyes
(Ela tinha olhos de arco-íris)
Rainbow eyes
(Olhos de arco-íris)
Rainbow eyes
(Olhos de arco-íris)

Summer nights are colder now
(Noites de verão são agora mais frias)
They've taken down the Fair
(Elas derrubaram a Justa/Donzela)
And all the lights have died somehow
(E todas as luzes de alguma forma morreram)
Or were they ever there
(Ou estiveram elas alguma vez ali?)

No sighs or mysteries
(Sem suspiros ou mistérios)
She lay golden in the sun
(Ela colocou o ouro no sol)
No broken harmonies
(Sem harmonias quebradas)
But I've lost my way
(Mas eu perdi meu caminho)
She had rainbow eyes
(Ela tinha olhos de arco-íris)
Rainbow eyes
(Olhos de arco-íris)
Rainbow eyes
(Olhos de arco-íris)

(1978)

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Luiz

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Laboratório Bacana

Um amigo postou no Facebook uma simulação de física de tecidos (cloth) feita em HTML 5 que que me levou a esse blog/laboratório: http://lonely-pixel.com/


Além dessa simulação, tem muita coisa fenomenal por lá. Só tenho uma coisa a dizer: vale a visita. :)

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Luiz

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Simulação de Líquidos em Flash

Eis aqui uma ideia bacana de como simular líquidos no Flash (que dá pra ser adaptada pra outras ferramentas com bastante facilidade):

  1. Na "superfície" do líquido, adicione pequenas bolinhas e faça-as serem animadas com física. Dá pra usar alguma biblioteca pronta (como o Box2D, por exemplo) ou fazer manualmente (não é assim tão difícil nesse caso: a colisão pode usar círculo envolvente e dá pra simular gravidade e forças adicionais com vetores 2D).
  2. Use blur (gaussiano) para borrar a renderização do resultado da física.
  3. Faça uma limiarização para tornar o resultado binário (ou seja, branco e preto, por exemplo) e obter bordas sem gradiente.
Vi essa abordagem sugerida em vários sites, e achei simples e inteligente. Eis aqui um exemplo ilustrativo, produzido por Patrick Matte:

Criado por Patrick Matte

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Luiz

EDIT: Neste link há uma explicação bastante bacana (em inglês), em que o autor utilizou Java 2D. So f...ing cool! :)

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Ótimo tutorial de LaTeX

Achei esse ótimo tutorial para iniciantes de LaTeX. É bem útil e didático. O primeiro vídeo da série é esse a seguir:


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Luiz

terça-feira, 21 de maio de 2013

Tutorial de jogos 2D em Unity (em inglês)

Aqui está um tutorial (em inglês) muito massa sobre como produzir jogos 2D com a Unity. Vale a leitura.


quinta-feira, 2 de maio de 2013

Muitos recursos e tutoriais de Unity3D

Pra quem está aprendendo Unity 3D (e também pra quem já sabe um pouco), este site tem muita coisa bacana. Só pra citar alguns tutoriais e exemplos interessantes, há um demo de redes neurais, um tutorial sobre como construir menus 3D, tutoriais de IA com máquinas de estado finitas, pathfinding e steering behaviours, um material muito bacana sobre as dificuldades em se construir jogos multiplayer, entre muitas outras coisas! Vale mesmo a pena a visita (embora, se prepare pra passar um bom tempo por ali). O endereço do site é esse: https://sites.google.com/site/astragamingstudios/



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Luiz

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Fighting Gifs (animated)

Muito massa esse post aqui ó: http://imgur.com/a/GPlx4#4003cn5. Ele contém muitas imagens animadas de jogos clássicos de luta. É interessante pelo saudosismo, mas principalmente se você precisar de algumas ideias para fundo em algum trabalho criativo. :)


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Luiz

domingo, 28 de abril de 2013

Sabe o que acontece quando você reclama, reclama, reclama e não para pra pensar?




Sabe o que acontece quando você reclama, reclama, reclama e não para pra pensar?

Pois é. Isso acontece muito por ai, principalmente hoje em dia com a Internet e as redes sociais. O ditado diz que "cada cabeça, uma sentença", e isso é legal: quando as pessoas têm opiniões diferentes, os argumentos construtivos geralmente levam a soluções melhores ou mais completas, que talvez atendam a um número maior de pessoas. Mas ficar apenas discutindo não apenas não resolve como atrapalha. E muito.

Um exemplo de discussão inútil são as decisões por email. Eu fico impressionado com amigos que respondem a emails de convite para o cinema, por exemplo (e que as vezes incluem um grupo enorme de pessoas), com a simples frase: "Ah, na terça eu não posso". PORRA, tudo bem que você não pode nesse dia, mas custa já incluir no email uma sugestão dos dias em que você PODE?

Será que um indivíduo assim pensa que incluir suas sugestões de dias/horários disponíveis é impor sua vontade sobre os demais? Eu acho que não. Ao contrário, não fazê-lo é impor sua existência inútil aos demais, já que a única informação relevante na mensagem é que para esse indivíduo a sugestão não é apreciada, mas a solução ao problema não lhe interessa. De todas as formas, apesar de inútil para o grupo, lá está mais um email para atrapalhar a discussão.

Isso acontece na vida de forma geral, mas com a existência de redes sociais como o Facebook está cada vez mais difícil lidar com as toneladas de informação inútil, mas prejudicial, que circula. As vezes me parece que até a imprensa se deixa levar nessa futilidade crescente da comunicação.

No final, esse meu texto também é uma espécie de reclamação, mas diferentemente de muitas por ai eu espero que ele possa ser de alguma forma útil ao nos fazer pensar mais e reclamar menos. Por isso, para encerrar eu apresento o exemplo que me estimulou a escrever esse texto. Semana passada, ao pegar o ônibus para a universidade, eu vi o seguinte cartaz afixado num dos novos pontos de ônibus de vidro (e bastante polêmicos) aqui de São Paulo. O problema é que a prefeitura não colocou indicações nos pontos sobre as linhas que transitam por eles. Uma sugestão de solução (bastante criativa e, se eu não me engano, inspirada em ações similares em Porto Alegre) foi sugerida. E, uma simples reclamação (sem desejar desdenhar do direito de indignação de quem a fez), foi simplesmente mais do que inútil.




(Clique na foto para vê-la ampliada)

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Luiz

sábado, 20 de abril de 2013

Tutoriais bacanas de Flash 3D

Quer brincar um pouco com 3D no Flash? Aqui tem alguns tutoriais bacanas: http://www.flashmagazine.com/tutorials/detail/flash_3d_basics/

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Luiz

sexta-feira, 22 de março de 2013

Integração fácil com o Facebook no Unity3D

Eu já fiz alguns projetos em que era necessária a integração com o Facebook via sua tão famosa API Javascript. Já trabalhei com isso no Flash e no Shiva3D, mas no Unity ainda não. Tava procurando algum material interessante e achei esse tutorial. O texto tá bem bacana e muito bem feito, mas eu ainda não testei no meu projeto no Unity. De todas as formas, vale a leitura se você também compartilhar esse interesse. :)


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Luiz

domingo, 17 de março de 2013

Dicas de arte para jogos 2D


Durante esse domingo chuvoso, enquanto eu preparava material para uma das minhas aulas de programação de jogos, encontrei esse blog muito bacana com dicas para a produção de arte para jogos bidimensionais (2D). Vale conferir!

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Luiz

quinta-feira, 7 de março de 2013

Desenhos antigos e o preconceito dos olhos adultos

Eu adoro música de forma geral, mas um estilo em especial que eu gosto demais é o Boogie Woogie. O estilo é muito divertido, charmoso e dançante, tanto que até a sua descrição na Wikipedia é muito legal (mesmo que você não entenda o que significa "sincopado", hehe):
O boogie-woogie é um estilo de blues, caracterizado pelo uso sincopado da mão esquerda ao piano. Foi muito popular entre os negros nos anos 30 e anos 40 nos Estados Unidos, sendo geralmente tocado pelos mesmos.
Uma das músicas desse estilo que eu mais gosto se chama "Death Ray Boogie", aparentemente de autoria de Peter Johnson (não consegui confirmar na Internet). Vários músicos a gravaram, entre eles o próprio Pete Johnson, Joja Wendt e também Johnny Nicholas (o meu preferido, mas não achei uma versão dele no Youtube infelizmente). Esse boogie é tão famoso que muita gente toca até hoje, e algumas versões são bastante bacanas, como a dessa turma aqui (a pianista é muito simpática!).

A questão desse meu post, porém, é que eu aprendi a gostar desse estilo de música nos desenhos antigos, produzidos pela Warner Bros e chamados Merrie Melodies (em tradução livre, Canções Alegres - muito apropriado, não?), que passavam na TV aberta quando eu era criança. Infelizmente, esses desenhos não passam mais na TV (nem na aberta, nem em cabo, e também não tem no NetFlix), porque são considerados impróprios e preconceituosos.

Dizem por ai que nesses desenhos os negros foram retratados como preguiçosos, burros, vagabundos e foram estereotipados com lábios grossos, cabelos "ruins" e retratados como pobres e empregados braçais com pouca ou nenhuma habilidade. Bom, essas "observações" devem ser coisa de adultos, porque quando eu era criança eu juro que o que eu enxergava nesses desenhos eram pessoas bastante ativas, inteligentes e talentosas (dançavam muito, cantavam espetacularmente bem e tocavam todo tipo de instrumento musical!), que tinham cabelos escuros como de muitas pessoas que eu conhecia, e trabalhavam por ai pra sustentar a família tal como todo mundo, inclusive meu pai que já foi garçom, eletricista e pedreiro.

Hoje, como um adulto, eu entendo que esses desenhos talvez tenham mesmo alguns estereótipos ruins (como sugerir que os negros não tomem banho ou que sejam viciados em jogatina, tendo dados até no lugar dos dentes e rolando ovos como se estivessem em um cassino). Mas eles também têm muita coisa bacana, pois mostram uma cultura rica, cuja origem não veio de brancos, amarelos, marrons, e azuis, mas hoje pertence a todos. E, aliás, os desenhos são divertidos e engraçados! E, de novo, quando eu era criança, eu só percebia as coisas boas. O resto, era tão superficial, que honestamente passava desapercebido.

As vezes eu acho que exageramos ao censurar muitas coisas, ao forçarmos o tal do "politicamente correto". É verdade que a intolerância existe no mundo, de muitas formas (contra times de futebol, opções sexuais, opções políticas, condições financeiras, e por ai vai). Mas, pessoas idiotas sempre vão existir, e censurar completamente uma obra porque ela tem alguns aspectos ruins devido à época em que foi criada, é um exagero. Em verdade, é uma atitude covarde, pois é muito mais fácil simplesmente impedir o seu filho de ter acesso a tudo - inclusive o que tem de bom na obra, do que simplesmente indicar pra ele o que é errado, explicar o por quê e fazê-lo pensar a respeito.

Boogie Woogie Bugle Boy of Company B (Walter Lantz, 1941)

No final, eu não entendo porque desenhos como "Boogie Woogie Bugle Boy of Company B" são banidos, mas desenhos do Recruta Zero não. O Zero é tão vagabundo quanto se poderia dizer do Bugle Boy, não acha? Procure por "banned merrie melody cartoons" no Youtube, e você verá a triste quantidade de desenhos bacanas que são considerados impróprios (aliás, na própria descrição do vídeo do Bugle Boy que eu coloquei ali em cima você pode ver a preocupação de quem postou a respeito de ele ser "próprio para crianças"). Mesmo outros desenhos antigos, como "Pixie Picnic" ainda passam vez ou outra na TV (eu assisti no Cartoon Network uma noite dessas).

Pixie Picnic (Walter Lantz, 1948)

Veja, os dois desenhos são bastante parecidos: um grupo de indivíduos fazem suas tarefas diárias, mas a música os distrai e eles são trapalhados a ponto de fazerem muita bagunça em situações engraçadas. No desenho de baixo, o estereótipo é de anões e a música é clássica; alguns anões parecem bem bobinhos a ponto de poderem ser taxados de burros, e outros são preguiçosos ou se embebedam. Qual é a diferença? No primeiro os personagens são negros.

Talvez nós tenhamos medo de enxergar nos personagens dos desenhos nós mesmos, e por isso caracterizamos as pessoas em classes, preferências sexuais, e outras coisas. Mas a verdade é que nós somos todos iguais, seja ao fazer bobagens engraçadas eventuais, se divertir ou curtir muita música (qualquer que seja o tipo).

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Luiz

segunda-feira, 4 de março de 2013

Mais tijolos e um editor bacana para os mapas de seus jogos

Ainda relacionado à postagem anterior, tenho mais duas dicas bacanas.

A primeira dica é de mais um conjunto de tiles livres para utilização em seus jogos. Créditos para Yar (apenas isso mesmo). Os tiles podem ser baixados em um único png a partir daqui.









Já a segunda dica é um editor de mapas famoso, cuja versão original em Java está sendo migrada para C++ (usando a framework QT). O editor é livre para uso, produz mapas em formato XML e por isso pode ser utilizado independentemente do motor ou biblioteca que você estiver utilizado para desenvolver seus jogos. Baixe o editor daqui.

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Luiz

domingo, 3 de março de 2013

Tijolos (tiles) isométricos para jogos de corrida

Nesse site você encontra um conjunto muito bacana de tijolos (tiles) para desenvolvimento de jogos isométricos, principalment se forem jogos de corridas (já que o pacote se chama Isometric Road Tiles).

Os gráficos são livres para uso pessoal e comercial, mas se você utilizá-los é sempre justo citar o autor né?


O arquivo zip com as imagens pode ser baixado daqui. O autor se chama Kenney Vleugels.

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Luiz

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Tenha compaixão pelo pobre homem esguio

Este post é uma reprodução do meu post original no blog Game 2 Next Level.

Se você também está pensando em seguir a carreira de projetista de jogos eletrônicos, aqui vai algo importante pra considerar. Deve ser óbvio pra qualquer um: jogos eletrônicos são compostos de hardware e software. Como um jogo é algo em que um ou mais jogadores atuam sobre diferentes opções para alcançar objetivos de (seu) interesse, também faz sentido dizer que o software é a peça fundamental, pois é o software que controla a oferta de opções, aplica as regras e apresenta os resultados das ações realizadas.

Onde eu quero chegar é que um jogo eletrônico não é um software comum, como o Microsoft Word ou o aplicativo que você usa pra fazer o seu imposto de renda. Esses softwares comerciais e científicos têm o propósito de resolver um problema concreto e por isso apresentam funções. Um jogo eletrônico tem única e exclusivamente o propósito de divertir, e por isso ele produz emoções. Se você já jogou Day of the Tentacle e riu, ou se já jogou Resident Evil e teve medo, apreensão ou ficou simplesmente tenso, então você entende o que eu quero dizer.

Por isso, o que faz um jogo eletrônico ser memorável não é realmente a sua tecnologia, mas sim as emoções que o jogo induz nos jogadores. Alguém pode argumentar que aquele tal jogo com gráficos maravilhosos é espetacular por causa da tecnologia X ou Y de aceleração de vídeo. Balela! Ele é espetacular porque é bonito, porque causa estupefação e tira o fôlego. A tecnologia é apenas o meio pelo qual isso acontece.

Veja, há inúmeros exemplos de jogos que não abusam tanto de novidades tecnológicas, mas fazem um sucesso tremendo. Um exemplo bacana é o Slender Game. Baseado em uma lenda urbana sobre um homem comprido (um homem esguio/delgado, por isso o nome “slender man” no original em inglês) e sem rosto que aparece de surpresa e sequestra crianças, o jogo explora o medo e a tensão de ter que encontrar objetos (cartas) em uma floresta usando apenas a visão e uma simples lanterna, mas com o risco constante de dar de cara com o tal homem esguio. O jogo é basicamente isso: cenários escuros, surpresas e uma música tensa e bem escolhida.

Interessantemente, esse jogo também se tornou popular porque os jogadores postaram na Internet vídeos com suas próprias sessões de jogo. Assistir aos sustos que os outros levam é, de fato, uma experiência à parte, que causa riso e uma diversão paralela que talvez nem tenha sido intencionada pelos desenvolvedores. De todas as formas, são esses tipos de experiências que eu procuro infundir nos jogos que eu projeto. Sempre fui bastante técnico e alguém que realmente gosta de programar, mas cada vez me distancio mais disso. Recentemente, um projeto de jogo eletrônico em que eu trabalhava simplesmente se transformou em um jogo de tabuleiro: afinal a experiência era mais importante e ela podia ser mais facilmente atingida por meios físicos que não fossem necessariamente eletrônicos.

Eu acredito que faz parte do processo de aprender a se tornar um projetista de jogos pensar de outras formas. O próprio jogo Slender Game tem seus méritos, mas poderia ter sido diferente. De fato, alguém poderia aproveitar a fama desse tema e fazer um jogo diferente, com uma outra mecânica que intencionamente estimule a produção de emoções diferentes. O video abaixo, chamado “Sympathy for Slender Man Song” (em uma tradução livre, “Canção de Compaixão pelo Homem Esguio“) traduz bem o que eu quero dizer.


Por isso, tenha compaixão pelo pobre homem esguio e faça mais um jogo.  :)

:wq

P.S.: Eis a letra da canção (e uma tradução livre).

Sympathy for Slender Man Song
(Canção de Compaixão pelo Homem Esguio)

Have you heard of the guy
(Já ouviu falar do cara)
who is ten feet tall
(que tem dez pés de altura)
scares people away
(assusta as pessoas)
'cos he's got no face at all
(porque ele simplesmente não tem rosto)

Has super long arms
(Tem braços bem longos)
with tentacle ends
(com pontas de tentáculos)
but the tragedy is
(mas a tragédia é)
he just wants to make friends
(que ele quer apenas fazer amigos)

Budum tum tum

Slender man
(Homem esguio)
sympathy for slender man
(compaixão pelo homem esguio)
he hangs out in the dark
(ele fica no escuro)
'cos he's got nothing to do
(porque não tem nada pra fazer)

Wore his very best suit
(Vestiu seu melhor terno)
just to impress you
(apenas pra te impressionar)
have sympathy for poor slender man
(tenha compaixão pelo pobre homem esguio)

He's too tall for a car
(Ele é muito alto pra um carro)
so he walks all the way
(então ele sempre anda)
he always tries to surprise
(ele tenta surpreender)
in case it is your birthday
(caso seja seu aniversário)

His breath is bad
(Seu hálito é ruim)
'cos he can't brush his teeth
(porque ele não pode escover os dentes)
he tried to take off his mask
(ele tentou tirar sua máscara)
and found a mask underneath
(e encontrou outra por debaixo)

He bumps his head
(Ele bate a cabeça)
when he enters a door
(quando passa por uma porta)
his shoes are shabby
(seus sapatos são gastos)
because it is hard to find size 24"
(porque é difícil encontrar tamanho 24 [polegadas])

His TVR is broke
(Seu gravador de TV está quebrado)
he is out of groceries too
(ele também está sem comida [em casa])
he's skinny
(ele é magricela)
'cos he saved the biggest portion for you
(porque deixou a maior parte pra você)

Budum tum tum

Slender man
(Homem esguio)
sympathy for slender man
(compaixão pelo homem esguio)
his raspy voice is just a common cold
(sua voz rouca é apenas um resfriado)
he's got so many arms
(ele tem tantos braços)
but nobody to hold
(mas ninguém pra abraçar)
have sympathy for poor slender man
(tenha compaixão pelo pobre homem esguio)

He hangs out with the trees
(Ele sai com as árvores)
because the trees don't judge
(porque as árvores não julgam)
his friend requests ignored
(seus pedidos de amizade são ignorados)
by Sadako and The Grudge
(por Sadako e The Grudge [personagems de filmes de horror])

sympathy for slender man
(compaixão pelo homem esguio)
he's always doing the best he can
(ele sempre faz o melhor que pode)
just don't let this song
(apenas não deixe essa canção)
get stuck in your head
(ficar grudada na sua cabeça)

or he'll show up tonight
(ou ele aparecerá esta noite)
at the end of your bed
(no pé da sua cama)
and no one meets slender
(e ninguém encontra o esguio)
without ending up dead
(sem terminar morto)

no sympathy for slender man
(sem compaixão pelo homem esguio)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Honra, Bravura, Amor e Demais Interseções

Que saudade dos caveleiros medievais dos livros da minha infância. Lutavam por um ideal tão belo e inalcancável como as mulheres imaginadas pelos trovadores. Esse ideal era compartilhado por muitos, e com ele se construiam belíssimos castelos, jardins e ilhas misteriosas encobertas por neblina. Até piratas o tinham, mesmo constantemente envolvidos em suas ébrias falcatruas. Frágil, ainda assim era um sentimento latente e facilmente transmissível, tal como vírus de gripe. Protegia os frágeis e oprimidos, salvava donzelas em perigo e garantia que a cerveja do final do dia fosse sadia e gelada.

A música é uma das formas de arte que mais me fazem lembrar desses tempos que, talvez, nunca existiram realmente. Assim como esse ideal desconhecido, ela é enraizada num âmago individual que as vezes surge oportunamente para dizer que ainda existe apesar das obrigações e esquecimentos diários. E tal qual esse ideal, a música as vezes também é triste. Mas a tristeza é parte da vida, e nos faz lembrar de outros que compartilhavam tanto desse ideal a ponto de muito provavelmente terem sido fontes importantes para a nossa própria infecção.

Aqui vai, então, uma dessas. Espero que infecte alguém.

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Luiz




Olde Village Lanterne
(Velha Lanterna da Vila)
Blackmore's Night


Don't shed a tear for me
(Não derrame uma lágrima por mim)
I stand alone
(Eu estou sozinho)
This path of destiny
(Este caminho do destino)
Is all my own
(É todo meu)
Once in the hands of fate
(Uma vez nas mãos do destino)
There is no choice
(Não há escolha)
An echo on the wind
(Um eco no vento)
You'll hear my voice...
(Você ouvirá minha voz...)

Some choose to fall behind
(Alguns escolhem cair pelo caminho)
Some choose to lead
(Alguns escolhem liderar)
Some choose a golden path
(Alguns escolhem um caminho dourado)
Laden with greed
(Pavimentado com ganância)
But it’s the noble heart
(Mas é o coração nobre)
That makes you strong
(Que faz você ser forte)
And in that heart, I'm with you all along...
(E nesse coração, eu estarei sempre com você...)

The olde village lanterne
(A velha lanterna da vila)
Is calling me onward
(Está me chamando a prosseguir)
Leading wherever I roam
(Liderando por onde quer que eu ande)
The olde village lanterne
(A antiga lanterna da vila)
A light in the dark
(Uma luz na escuridão)
Bringing me closer to home...
(Trazendo-me mais perto de casa...)

So when you think of me
(Assim quando você pensar em mim)
Do so with pride
(Faça-o com orgulho)
Honor and bravery
(Honra e bravura)
Ruled by my side
(Governada ao meu lado)
And in your memory
(E em sua memória)
I will remain
(Eu permanecerei)
I will forever be within the flame...
(Eu sempre estarei dentro da chama...)

Now at the journey's end
(Agora ao fim da jornada)
We've traveled far
(Nós viajamos longe)
And all we have to show
(E tudos que temos para mostrar)
Are battle scars
(São cicatrizes de batalha)
But in the love we shared
(Mas no amor que nós compartilhamos)
We will transcend
(Nós transcenderemos)
And in that love, our journey never ends...
(E nesse amor, nossa jornada jamais terminará...)


Don't shed a tear for me
(Não derrame uma lágrima por mim)
I stand alone
(Eu estou sozinho)
This path of destiny
(Este caminho do destino)
Is all my own
(É todo meu)
Once in the hands of fate
(Uma vez nas mãos do destino)
There is no choice
(Não há escolha)
An echo on the wind
(Um eco no vento)
You'll hear my voice...
(Você ouvirá minha voz...)

You'll hear my voice...
(Você ouvirá minha voz...)

You'll hear my voice...
(Você ouvirá minha voz...)

You'll hear my voice...
(Você ouvirá minha voz...)




segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Brincando de game design num parque de diversões

Antes de mais nada, eu quero deixar bem claro que esse documentário é totalmente falso (trata-se de um mockumentary - fonte original aqui). Nele, um grupo de cientistas apresentam suas pesquisas envolvendo criações inovadoras de brinquedos de parques de diversão com o intuito de reconfigurar o cérebro humano para que as pessoas sejam mais felizes.

Eu achei esse video muito interessante por vários motivos:

  1. Eu queria mesmo brincar em muitos dos brinquedos! O Spheroton seria muito doido!!
  2. O roteiro é bem legal e muito bem feito.
  3. Os efeitos especiais são bastante legais.
  4. Etc
Dentre os "etc", ali do item 4, um em especial é que o que os "cientistas" estão fazendo é um trabalho de game design. Afinal, eles buscam criar elementos físicos (os brinquedos) que produzam sensações específicas (emoções) nas pessoas que os utilizam. Pensar em máquinas com correias, carrinhos e cabines sendo lançadas nos faz entender melhor porque a palavra "mecânica" se aplica bem aqui, não? :)

Bom, veja o video e aproveite. Você pode se chatear um pouco ao perceber que os brinquedos (infelizmente) não existem de verdade, mas o video é divertido.



:wq
Luiz

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Jogador, eu escolho você!

Estava eu dando uma lida rápida num livro muito bacana chamado "Ludificador", de autoria do Vince Vader do blog Game Analyticz (aliás, o livro pode ser baixado livremente aqui), quando me peguei pensando em algumas coisas após ler suas muito bem feitas referências a Huizinga e Caillois. Eu entendo de verdade a preocupação dos projetistas de jogos e demais profissionais e pesquisadores envolvidos no assunto em tentar caracterizar detalhadamente o que é um jogo. Essa caracterização é mesmo muito importante para que jogos melhores possam ser construídos. Mas será que já não é hora de diminuir um pouco com essa neura?

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Como projetar um jogo (divertido)?

Essa pergunta do título é meio que o Santo Graal dos projetistas de jogos (e de brinquedos!). Afinal, produzir algo divertido é difícil porque diversão é um conceito subjetivo, assim como são outros conceitos envolvidos, tais como apelo, beleza, etc. Mas por isso mesmo é tão importante buscar respondê-la. Afinal, o futuro de Camelot (er...) depende disso. :)